quinta-feira, 30 de maio de 2013

Antes que tu conte outra, Apanhador Só

Demorei algumas ouvidas para admitir toda a beleza do novo álbum do Apanhador Só, "Antes que tu conte outra", 2013. Depois de ter me conquistado com os trabalhos anteriores, abrir espaço para o novo e aceitar suas diferenças quase travou, mas fluiu. O álbum está sim, a altura e até mais alto, dependendo do dia, da faixa, da atenção que se dá.


Primeiramente percebi a beleza das faixas lentas. A última faixa, Cartão Postal faz com que realmente pareça que estamos sentados dentro de uma foto calma de cartão postal. A escaleta que entra quase que misteriosamente na faixa, dá um charme bonito e calmo. Calma é do que essa faixa foi feita, ou pelo menos foi o que ela trouxe.

Rota se destacou logo. Sendo que meus pés querem tropeçar em tudo, ou se não querem, sempre o fazem, meio sem querer, meio de tropeço. A voz de Alexandre chega a apaixonar. 

Não se precipite dá uma lição a partir do nome. 

Ainda quero saber se a coca-cola pagou alguma coisa para Líquido Preto ser formada, haha. É uma faixa divertida, desde o primeiro verso. 

Pau no cu de quem não quer
Dividir esse refri com a minha mulher
Que não consegue beber uma garrafa inteira sozinha
E quer evitar o desperdício desse líquido preto

Preto e docinho
Docinho e cheio
Cheio de gás
Que é uma delícia
Traz felicidade

Será mesmo a coca-cola? Até quando fala "Traz felicidade" juro ouvir a musiquinha da coca-cola.
Resolveremos esse mistério? 

Lá em casa tá pegando fogo tem elementos que deixam explícitos a vontade de ousar da banda nesse álbum. Assim como Despirocar, faixa escolhida como primeiro single. Mordido entra no time, abrindo o álbum, mostrando o rock estranhamente acrescido de elementos que só uma banda que toca com uma bicicleta poderia juntar e no final da conta, ter um resultado mais que positivo.


Reinação lembra guerra. Desde o hino nacional em alguma estrofe, até sons de armas disparando, dá um tom sombrio, que não deixa de ser uma beleza no álbum.

Vitta, Ian, Cassales e Nado são docinhas de ouvir, assim como Torcicolo, que já era velha conhecida de quem acompanha a banda. 

Por trás, foi destaque em análises sobre o disco. O que faz sentido, pois com toda mudança e originalidade por trás do Apanhador, a pergunta que se faz é, qual é, afinal, o peixe que tu tá vendendo? Hein, Apanhador? 

Vale sempre lembrar que o Apanhador faz parte dos artistas que se importam em deixar os álbuns disponíveis online para download, de graça e pra todo mundo. A ideia que faço da banda ainda é a mesma, são uma das, ou a banda mais original atualmente no cenário nacional. Desde que vi o projeto que eles faziam trocando fitas cassete por fitas com o primeiro álbum gravado de um lado, e no outro lado a gravação "original" da pessoa que havia doado a fita. Fora toda a arte gráfica, que eles sempre capricham. Sei que a música é o mais importante, mas um disco bonito e bem feito dá mais vontade de pôr na estante. 

Gente boa como são, Apanhador Só apenas sobe nos conceitos musicais país adentro, país afora. 


UHUUU! ru ru rus

Tenho quase certeza que ouvi antes o UHUUU!, álbum de 2009, do Cidadão Instigado, sendo que é mais uma reouvida minha, assusto-me com o poder dos meus ouvidos a me enganar e deixar passar um trabalho tão bom quanto esse.

Destaquei primeiro a balada romântica, que sempre destaco por ser romântica, chamada "Como as luzes". Além de romântica, tem aquela guitarra sempre marcante da banda. Dá vontade de se casar ouvindo essa música, haha

A música das ovelinhas, é quase boa e normal, mas ganha os ouvidos no trecho dos tapurus, o que é aquela melodia? Coisa linda de viver, ouvir, sentir, cantar.

Os tapuru, ru rus...tchu tchu, ru rus...
pa pa pa ra ra...

Em "Homem Velho", o trecho que ganha é a parte do "queria te ver sorrindo talvez na canoa quebrada, dançando reggae numa barca flutuante". E até quem não dança reggae se vê dançando, e lá na Canoa Quebrada. E sim, com uma nativa.


Não sei se o nome do álbum saiu da faixa "Escolher pra quê", que diz UHUUU! e se não, a música continua ótima. 

pra que tanta indecisão?
se o sol está aí para nos assar
pra quê tanta indecisão?
se a chuva invade e alaga, como um grande mar


A Bárbara Eugênia bem que poderia ter gravado "Dói", como gravou "O Tempo" do Cidadão, porque combina com ela. E dá vontade de balançar a cabeça de um lado pro outro, enquanto se canta "Meu peito dói, dói, dói". Segundo a Wikipédia,  Edgard Scandurra participou da faixa, o que me deixa em dúvida se já não ouvi a Bárbara tocando "Dói" devido a parceria dela com Edgard. Depois topo com isso e sorrio. 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Reouvindo Acabou Chorare

Ouvi esse disco antes, esse ano ou ano passado, mas nada me parou. 



Reouvir me trouxe a lembrança do Lucas cantando uma faixa enquanto andávamos na Av. Presidente Vargas, ele falava: "Chegou a hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor".
Lembro do nome do álbum de fotos da Maite, "Jogando meu corpo no mundo" que faz parte da faixa que mais me mexe. E do comentário sobre o solo de "Um bilhete pra Didi" que outra pessoa fez...

Ainda estou em fase de ouvir e reouvir, mas vale para lembranças futuras e compartilhamentos com quem há carinho.


Eis a linda "O mistério do planeta".



As fotos do disco são maravilha também.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Como começar e Álbum Branco da Musicoteca - ATUALIZADO 3/6/13

Ontem à noite lembrei que ainda não conclui o processo de investigação sobre quais são todos os artistas e suas devidas canções no Álbum Branco da Musicoteca. Pensar sobre isso me faz querer escrever sobre música, apesar de ser uma leiga conhecedora. 

A ideia de guardar para mim os registros das minhas descobertas e redescobertas musicais me alegra, assim como numa noite que passei horas na investigação dos artistas do tal Álbum Branco da Musicoteca. Pesquisar sobre isso, jogar trechos de músicas no Google e achá-las, ou frustrar-me com a falta de resultados, alegra essa caminhada e incrementa minha vida. Tá certo que ultimamente me faltaram bons fones de ouvido, mas isso melhora uma hora.

E para começar, nada melhor que meu projeto mór, a lista dos artistas e canções do Álbum Branco. 


Ainda me falta descobrir sobre a "música inglês" e a "faixa 8" que por sinal muita gente pergunta sobre. Eis um trecho da "faixa 8" que é uma das que mais gosto (e que parece falar de alguém que se jogou na linha do trem):

"Onze da noite.
Noite de chuva.
Chuva de pedra.
Pedra no seu caminho.
Caminho errante.
Erro de fuga"

Posso dizer que a faixa que me fez pesquisar as outras, foi a primeira, "De novo" do Rudá Carvalho, que é um cara gente boa lá de Brasília e que hoje tá morando nos EUA.
Essa música tem leveza demais, me trouxe um pouco disso nuns dias pesados, o que foi muito bom, pois até pude parabenizar o Rudá pelo trabalho dele. E por fim, eis a especial "De novo" nesse vídeo bonito.



Atualização de informação sobre a faixa 8 (Sim, desvendado o mistério!)

O nome do querido artista é Edu Sereno, um rapaz talentoso de São Paulo. A música da coletânea se chama O.P.S. e ele divide os vocais com a Luna Arthemis, lá de SP também. Os dois fazem um dueto levemente doce, cantando sobre um fato aparentemente duro, pesado. Como disse antes, sobre alguém que se joga nos trilhos de um trem. Resta imaginar uma história para isso, seria um ato premeditado, uma solução para o que se passava dentro de uma pessoa, um erro de fuga... Composições que prendem a atenção para contar uma história nova são tão boas quanto bons filmes e bons livros, e até mesmo quanto as histórias antigas daquela avó. Com prazer falo um pouquinho sobre esse trabalho, que torço para que cresça para alimentar nossos ouvidos. (3-6-13)